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Pará

OAB promove ato em defesa do livre exercício da advocacia

O ato aconteceu hoje, em Belém, após o falecimento de mais um advogado vítima de atentado no Pará

Um advogado tomba e 18 mil levantam unidos na luta pelo exercício livre da advocacia”,  diz presidente da OAB-PA

Presidente Alberto Campos fez a afirmação ao concluir, na manhã de hoje, ato público em defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito, da Advocacia e da Cidadania, logo após receber a triste notícia do falecimento do advogado criminalista Arnaldo Lopes de Paula, baleado na última segunda-feira (18).

Após propor um minuto de silêncio em respeito à memória do advogado, o presidente assegurou que a instituição não descansará. “Nós vamos continuar nossa luta. Nós não podemos parar. Um advogado, hoje, tombou, mas nós somos mais de 18 mil advogados no Pará”, frisou o presidente diante dos advogados, conselheiros seccionais, presidentes de comissões temáticas, membros do Instituto Paraense de Direito de Defesa (IPDD) e demais associações que compareceram à manifestação de solidariedade.

Ao agradecer pela presença de todos, Alberto Campos declarou que o ato era em solidariedade não somente a Arnaldo de Paula, mas também a todos aqueles que sofreram algum tipo de violência física ou contra o livre exercício da sua profissão. “O importante é que nós mostramos, hoje, que estamos unidos, e unidos nós vamos poder cobrar com muito mais força os órgãos públicos, para que apresentem o resultado célere e efetivo contra todas as violências que os advogados têm sofrido”.

O presidente reforçou ainda que Ordem continuará de pé para cobrar segurança pública a todos os paraenses. “Vamos cobrar do Governo do Estado mais investimentos em equipamentos e mais qualificação dos policiais. O Estado do Pará tem sido omisso nos investimentos. O Governo do Estado precisa olhar para a Secretaria de Segurança Pública com outros olhos”, defendeu.

Para finalizar, Campos recordou frase proferida pelo presidente do Colégio de Presidentes de Seccionais durante a abertura da XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, em São Paulo, que, segundo ele, representa muito bem o ato público. “Não me peçam silencio, eu sou advogado. Nosso colega está vivo, ele está conosco!”.

Secretário-geral e presidente da Comissão de Defesa de Direitos e Prerrogativas da OAB-PA, Eduardo Imbiriba lamentou o nível de violência alarmante que abala o Pará. “Até quando a sociedade paraense vai continuar a sofrer? O advogado representa a sociedade. A finalidade da OAB é representar a sociedade. Será que nós vamos continuar sendo vítimas, ininterruptamente, de situações dessa natureza e não vamos chegar à conclusão alguma, à indicação dos culpados? Quantos ainda vão perecer?”, questionou. “Estamos aqui, sim, exigindo uma apuração rigorosa de todos os casos que vitimaram os colegas de profissão. Nós não vamos parar, vamos continuar cobrando. É dever nosso, é dever da OAB”, completou.

Conselheiro federal pela OAB-PA, Antonio Barra Britto afirmou que a advocacia está sendo atacada, vilipendiada. “Este ato representa para a advocacia, principalmente para o Arnaldo de Paula e seus familiares, uma pequena demonstração de como a OAB-PA se preocupa com todos aqueles que dela fazem parte. Nosso colega foi vítima de mais um dos inúmeros abusos contra os advogados”.

Para o conselheiro, o ato público representa a garantia do exercício da advocacia pela OAB-PA e que os diretores seccionais da atual gestão “serão incansáveis, destemidos, ousados e, principalmente, não se assombrarão com nada e nem com ninguém. Fiquem certos de que a OAB-PA tem timoneiro, comandante. A OAB-PA é destemida e jamais, em tempo algum, quedará silente ou omissa”.

o final, o conselheiro federal destacou que o presidente Alberto Campos oferece ao longo da sua gestão exemplos de que “a OAB-PA e todos nós sempre estaremos unidos na defesa dos advogados, pois as prerrogativas da advocacia têm sido defendidas e colocadas em primeiro lugar, como deve ser. Nós resistiremos, nós não nos curvaremos. Nós seguiremos adiante, como nós sempre fizemos e sempre faremos”.  (OAB)

Fotos: Yan Fernandes

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  1. É mais do que chegada a hora de advogados falso-moralistas, que se apresentam como exemplo de ética e moral passarem a respeitar mais o sofrimento daqueles que, acreditando neles, abrem mão de seus sofridos e parcos recursos para se verem adequadamente defendidos na Justiça. Nem Arnaldo Lopes de Paula era exemplo de homem probo e idôneo, nem Eduardo Imbiriba de Castro que lhe defendeu ao microfone o era, nem Alberto Campos, nem Jarbas Vasconcelos, nem outros mais. Na verdade, são membros de um grupo de mercenários locupletários travestidos de advogados, que se fecham em copas e corporativamente defendem e ocultam as mazelas e os abusos cometidos pelo grupo diante da sociedade. Muitos já foram cobrados pelos seus credores dessa forma e vários outros ainda serão, até que eles tomem vergonha na cara e passem a respeitar o seu cliente como verdadeiro mandante de obrigações, e não como um reles otário, um peixe a mais que caiu na sua rede de apropriação indébita. Mudem, enquanto há tempo, porque terno e gravata nunca segurou um descarrego de balas. Arnaldo Lopes de Paula era um ébrio, um alcoólatra inveterado, que por diversas vezes agrediu a jovem esposa Kassia de Paula, abandonando-a nas noites com a filha menor de três anos de idade, em troca de mais uma garrafa de uísque. Eduardo Imbiriba de Castro, por sua vez, é um viciado em crack, sem cura, que seguirá o mesmo destino de seu colega, como assim acontecerá com os demais demagogos que posam com a máscara de “bom moço”, enganando a si próprios. 2018 vem aí. A limpeza continuará…

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