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Pará

Pará interliga Ilha do Marajó por fibra

O projeto para levar banda larga aos moradores e unidades de governo instaladas na ilha é uma parceria da Celpa, a empresa elétrica do Pará, com a Prodepa, a empresa de TICs do governo do estado. A Celpa vai lançar um cabo subfluvial interligando o continente à ilha e a Prodepa vai construir a parte terrestre. Dentro da ilha, o cabo seguirá pelo linhão da Celpa.

A rede do Navegapará, que já interliga 73 cidades do estado, está em processo de expansão: este ano serão construídos mais mil quilômetros. Pouco para as dimensões do estado, mas muito para os recursos do estado e do orçamento limitado da Prodepa, a empresa estadual de TICs. Para fazer a rede, e levar banda larga de qualidade ao interior do estado, a Prodepa tem lançado mão de parcerias as mais diversas. Um exemplo é o trecho que vai ligar Vila do Conde, no continente, à Ponte das Pedras, na ilha do Marajó. O cabo subaquático será construído pela Celpa, a companhia de energia elétrica do Pará, e a Prodepa fará a parte terrestre. A infovia está em fase de ativação.

“Temos que unir esforços e aproveitar todas as atividades e orçamentos de entidades do governo estadual e de outras esferas de governo, e mesmo de outras empresas”, explicou Leila Daher, diretora de Projetos Especiais da Prodepa, ao participar de um painel sobre redes públicas e parcerias no Encontro Provedores Regionais Norte, realizado pela Bit Social na sexta feira, 13, em Alter do Chão, Santarém, no Pará.

O esforço rumo à interiorização passa pela soma de esforços e orçamentos. A infovia Ananindeua-Castanhal, resultado da parceria com o Tribunal de Justiça do estado, está em fase final de implantação. Com o Banpará, foi viabilizada a infovia Abaetetuba-Castanhal, já em operação, e agora está sendo construído o trecho Santa Maria-Paragominas.

Em outra frente, em parceria com a Telebras, estão em implantação os trechos Altamira-Vitória do Xingu e Altamira-Medicilândia. A Prodepa tem ainda um convênio antigo com a Isolux, consórcio formado pelas linhas de transmissão de Xingu, Macapá e Manaus, que lhe permite usar um de seus pares de fibra para atender às demandas de órgãos do estado. “Agora, temos que buscar recursos para iluminar esse par de fibra”, relata Leila. Para ela, o grande problema de uma rede corporativa estadual é a sustentabilidade. “Não adianta só aportar recursos para o investimento. Os diferentes usuários da rede têm de participar de sua manutenção. Este é o modelo no qual estamos investindo.”

O Encontro Provedores Regionais Norte, realizado pela Bit Social, teve o patrocínio do BNDES, Eletronorte, Telebras, Fibracem e Furukawa, e o apoio institucional da Abrint e da Momento Editorial.

Por Lia Ribeiro Dias – Momento Editorial

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