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Saúde

Plenária de Vigilância em Saúde discute políticas de promoção, prevenção e controle de doenças em Marabá

Um dos objetivos da plenária é fazer com que a população, a sociedade, compreenda a importância da Vigilância em Saúde, para que se tenha um SUS realmente eficiente.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Acontece durante todo o dia de hoje, sexta-feira (25), no Auditório “Maria Fernandes”, da Escola “José Mendonça Vergolino”, a Plenária Vigilância em Saúde, Direitos, Conquistas e Desejo de um SUS público de Qualidade, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em parceria com o Conselho Municipal de Saúde (CMS). O evento tem como público-alvo servidores da  vigilância em Saúde, Vigilância Epidemiológica, conselheiros de Saúde e o público em geral.

Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SMS, a enfermeira Fernanda Miranda, a plenária é um marco para Marabá, pois é a oportunidade de discutir as políticas de vigilância em saúde, de prevenção, de promoção e controle de doenças, sobretudo no momento em que a população passa por muitos problemas relacionados a surtos de doenças graves transmitidas por vetores, como a leishmaniose, a Chikungunya e a dengue.

“É um momento em que profissionais de saúde e usuários estão debatendo e levantando propostas para que, junto com a gestão, a gente possa melhorar esse controle de vigilância em saúde, fazer
um trabalho ainda mais eficaz”, explica Fernanda. Indagada sobre a participação do SUS (Sistema Único de Saúde) nessas questões, ela disse que todas essas ações e atividades de implementação de vigilância em saúde envolvem os usuários do Sistema, pois é eles são o foco principal para o qual são direcionadas as estratégias de saúde.  “Então, como a participação social é um dos princípios do SUS, isso é algo que está sendo levantado hoje nessa plenária”, concluiu Fernanda.

Na opinião do secretário municipal de Saúde, Marcone Nunes Leite, o governo tem olhado a Vigilância em Saúde como uma ferramenta de planejamento estratégico do Sistema de Saúde. “É ela é que nos fornece os elementos, as informações epidemiológicas, para que as políticas possam ser construídas”, observa ele.

Marcone salienta que hoje, antes de qualquer coisa, as pessoas olham muito para a média e para alta complexidade, para os hospitais e para os postos de saúde da atenção básica, mas – lembra ele – tudo isso funciona com base nas informações que a Vigilância em Saúde fornece. “Informações das quais depende essencialmente o Sistema de Saúde, para construir suas políticas”, afirma.

Um dos objetivos da plenária, explica Marcone, é fazer com que a população, a sociedade, compreenda a importância da Vigilância em Saúde, para que se tenha um SUS realmente eficiente. Hoje, ainda segundo ele, o sistema tem avançando muito, mas o cidadão precisa ser mais ativo no que se refere, por exemplo, à preservação dos espaços públicos, à limpeza pública e, inclusive, à preservação do patrimônio público.

“Na medida em que eu tenho de sempre estar gastando dinheiro a fim de manter as estruturas, muitas vezes depredadas não só pela ação do tempo, deixo de ter recursos para investir no Sistema de Saúde propriamente dito”, detalha ele. Ainda falando sobre a participação da comunidade para melhorar a saúde pública, o secretário diz que hoje a Secretaria de Saúde é um órgão aberto para receber sugestões. “Temos Ouvidoria, temos a Vigilância em Saúde para ouvir a população e temos os agentes de endemias, que estão nas ruas fazendo campanhas. E vamos construir um programa de Educação em Saúde nas escolas”, anuncia ele, Marcone Leite finaliza afirmando que a população também pode buscar essa melhoria participando das conferências, sendo ativa nas ações de políticas públicas, contribuindo nas unidades de saúde e abrindo a casa também para que os agentes, tanto comunitários de saúde quanto de endemias, possam ter acesso às informações dentro das residências.

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