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Tucuruí

Polícia Civil não confirma participação de “Paulista” no assassinato do prefeito de Tucuruí e suspeito é liberado

José Elvis Vieira Lima disse ter sido vítima de armação feita por uma garota de programa e afirmou que no dia do crime se encontrava em Anapu

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Após longo interrogatório que entrou pela noite de ontem (26), na Superintendência de Polícia Civil do Lago de Tucuruí, o primeiro suspeito da execução do prefeito Jones Williams, na tarde de terça-feira (25), foi liberado. José Elvis Vieira Lima, conhecido como Paulista, foi preso ontem (26) em Pacajá, 160 km distante do local do crime, pelo sargento Benchymol, da Polícia Militar, após confusão em um bordel, quando teria dito a uma mulher que participou do assassinato do prefeito.

De acordo com Benchymol, Paulista teria inclusive confessado o crime e ainda afirmado que pertencia ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Entretanto, ao ser removido de Pacajá para Tucuruí, negou que tenha confessado. Disse que, devido a desentendimento com uma garota de programa, ela teria se vingado fazendo a falsa acusação contra ele, o denunciando à PM. Paulista afirmou ainda que na hora em que Jones Williams foi executado ele estava bem longe desta região, em Anapu, no sudoeste do Estado. Tudo foi confirmado durante o interrogatório e o suspeito foi liberado. Portanto, as investigações voltaram à estaca zero.

Em Tucuruí, na tarde de ontem (26), o delegado geral de Polícia Civil, Rilmar Firmino garantiu que, “apesar de complexa, a investigação vai chegar aos culpados pelo ‘crime de encomenda’. Assim foi em Goianésia, assim será em Breu Branco e Tucuruí”.

O delegado informou que o prefeito foi morto com oito disparos de pistola (ponto 40); cinco acertaram a cabeça do gestor municipal. “É um crime de difícil elucidação, mas vamos chegar
aos responsáveis. É um crime contra o Estado. Já estão sendo recolhidas câmeras de circuitos internos de residências, estabelecimentos comerciais, e sendo produzido o retrato-falado dos suspeitos. Policiais da Divisão de Homicídios seguem ouvindo várias testemunhas, entre elas os operários que estavam no momento do homicídio”, informou Rilmar.

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