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Saúde

Por falta de anestesia no HGP, criança de dois anos foi transferida para realizar cirurgia de apendicite em Marabá

Mais uma vez, o Gamp se exime de atender paciente em Parauapebas, transferindo-o para Marabá. E a PMP ainda continua pagando ao grupo.

Uma criança de apenas dois anos teve que ser transferida às pressas para o Hospital Regional de Marabá na manhã desta terça-feira (17), para realizar cirurgia de apendicite, uma das mais simples dentre os procedimentos cirúrgicos, conforme médico consultado pelo Blog. O procedimento não foi realizado no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) por falta de anestesia. Foi o que funcionários do GAMP, empresa responsável pelo gerenciamento da unidade hospitalar, informaram aos familiares da criança.

A falta de anestesia em um hospital como o HGP, que realiza diariamente procedimentos cirúrgicos emergenciais, como alguns casos de cesarianas, por exemplo, é uma falha gravíssima e pode ocasionar a morte de pacientes, que lutam contra o tempo para se manterem vivos diante de situações emergenciais.

Diferentemente da Prefeitura, a empresa não necessita realizar procedimentos licitatórios para efetivação de compras de materiais, insumos e medicamentos. Este, inclusive, foi um dos argumentos utilizados para justificar a terceirização do gerenciamento da unidade hospitalar (para que a burocracia não atrapalhasse a prestação dos serviços). Mas, o que se vê diante do caso dessa criança é o contrário. A falha nos processos de compras e de gerenciamento dos recursos pode implicar diretamente na perda de vidas.

O Blog entrou em contato com a assessoria de comunicação do GAMP, porém não recebeu retorno até o fechamento da matéria.

Mesmo que a empresa alegue não ter recursos para realização de compras, por falta de repasses do governo municipal, ainda assim, por atender casos de emergências, deveria solicitar apoio à Prefeitura, que decretou Estado de Emergência Financeira na Saúde, o que lhe permite realizar compras sem o ritual burocrático dos processos licitatórios comuns. Portanto, nada além de incompetência na gestão do HGP, justifica a falta de anestesias.

Ainda na coletiva de imprensa de apresentação do seu secretariado realizada dia 28 de dezembro de 2016, Darci Lermen havia dito que encerraria o contrato com o GAMP, porém, passados 17 dias do seu governo, tal ação ainda não foi realizada e nem comunicada quando e se de fato ocorrerá.

O Blog também entrou em contrato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), questionando o porquê de não ter anestesia no HGP e qual a justificativa para tal falta. Segue abaixo a nota enviada pela assessoria na íntegra.

“Sobre a pauta, a Prefeitura Municipal de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas, informa que o Hospital Geral de Parauapebas ainda é responsabilidade da Gamp, pois como eles receberam o Decreto e ainda estão no prazo de entrega do HGP ao município esses casos é (SIC) de responsabilidades deles. Com relação aos anestesistas consta um processo judicial em tramite (SIC) da Coopornets por falta de pagamento da gestão anterior desde abril de 2016 chegando a mais de 1 milhão de reais. a (SIC) Secretaria de Saúde visando em (SIC) resolver o caso de imediato já está tomando os devidos procedimentos para que a população não seja prejudicada e tenha os atendimentos normalizados o mais rápido possível. Dr. Francisco Cordeiro ressalta que, a população não pode ficar mais nessa situação e junto com o prefeito Darci José Lermen estão trabalhando dedicadamente a esses fatos e resolver (SIC) em pouco tempo os de maiores complexidades, pois a saúde não pode esperar.”

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Parauapebas insiste na orientação de que, em suas respostas ou releases encaminhados à imprensa, o governo anterior seja sempre citado de forma negativa. Concordo que não houve prazo hábil para que os problemas na saúde fossem solucionados, assim como boa parte dos eleitores, que elegeram o atual governo por não estarem satisfeitos com a gestão anterior. Todavia, seria coerente que a atual administração se baseasse nas palavras do Padre Antônio Vieira: “o passado não tem remédio, e só pode servir de espelho para o futuro”.

O Blogger reitera o que já disse várias vezes sobre a atuação do Gamp em Parauapebas. Essa empresa não é séria e tampouco veio à Parauapebas para contribuir na solução dos problemas. Joga sempre a culpa no governo ou nos funcionários, mostrando que sua prática é proclamar o método sartreano: “o inferno são os outros”.

Atualização:

Nota à Imprensa

O GAMP informa que a criança foi atendida prontamente pela equipe de cirurgia médica nesta segunda-feira, onde constatou-se, através de exames, a necessidade da cirurgia de apendicite.

Como o Hospital Geral de Parauapebas realiza apenas cirurgias de pequeno e médio porte em crianças e NÃO é referência, nem possui estrutura adequada para cirurgia pediátrica de alta complexidade onde se tenha a necessidade de anestesia geral, optou-se pelo encaminhamento ao Hospital em Marabá, o qual possui centro cirúrgico que atenda às necessidades pediátricas.

A equipe médica avaliou que a criança tinha perfeitas condições, sem riscos, de aguardar a transferência, que ocorreu na manhã desta terça-feira.

Em todo momento a criança esteve monitorada e acompanhada pela equipe médica, mantendo-se estável e sem intercorrências.

Atenciosamente,
GAMP”

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  1. a nota da GAMP é falsa, eu sou o pai da criança, a apendicite dela tinha estourado na segunda feira segundo o cirurgião que executou a cirurgia e quanto a transferência, não foi feita pela manha como informado nessa nota e sim a tarde sendo que desde domingo estávamos correndo atrás de uma solução ja a equipe de enfermagem, não tenho nada o que reclamar hoje minha filha esta se recuperando bem mais graças a Deus.

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