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Câmara Municipal de Parauapebas

Porque não te calas!

Josineto e as conveniências da política

É comum no meio político a troca de posicionamentos a cerca de algo, seja de uma ideia ou de um conjunto delas. O mesmo acontece com a população.

Hoje, durante sessão da Câmara Municipal de Parauapebas, o vereador Josineto Feitosa, aquele mesmo que foi preso e ficou mais de um ano fora do cargo por determinação judicial, fez uso da palavra e não poupou ninguém, nem mesmo seus pares, quanto à atual situação econômico-financeira de Parauapebas. Insistiu, inclusive, em afirmar que a verdadeira culpa pelo caos instaurado é do próprio legislativo, e que a Casa de Leis não passa de um quintal da prefeitura de Parauapebas.

Ora, convenhamos, quem é o vereador Josineto Feitosa para chamar para si o discurso da moralidade? Este cidadão foi presidente daquela casa por dois anos e responde a inúmeros processos por improbidade administrativa, conluio para desviar recursos públicos, formação de quadrilha e etc, etc, e etc… Voltou ao cargo graças  a uma decisão judicial concedida principalmente pelo excesso de tempo para que o processo fosse julgado e não é porque voltou ao legislativo que está livre do peso da justiça. O processo, ou, os processos contra ele são pesados e há provas substanciais que podem levá-lo de volta à cadeia por um bom tempo.

O mais interessante foi ver o vereador ser aplaudido pelo pessoal da saúde que se fez presente à sessão para buscar apoio contra as demissões que estão ocorrendo naquela pasta, o que prova que em política tudo é questão de conveniência. Era conveniente ao vereador usar o discurso de oposição a um governo fragilizado e que acabara de perder as eleições, já que na plateia havia um outro tanto de pessoas convenientemente contra este governo naquele momento. Era, também, conveniente àquele grupo aplaudir o discurso de oposição, seja ele feito por quem o fez.

“Depois da onça morta, todos querem ser o caçador”, já diz o ditado popular. Usar a tribuna para fazer política demagógica é muito fácil. Difícil é usar o cargo de presidente da Câmara para cobrar do executivo políticas públicas de interesse social, cobrar transparência e solidez nas ações, e, acima de tudo, exercer o papel de fiscal do povo concedido pelos eleitores. Isso o vereador Josineto não fez durante o tempo em que foi presidente daquela casa, e se o fez foi de dentro dos gabinetes, nunca da tribuna.

Parauapebas deu a resposta aos vereadores demagogos nas últimas eleições. E, principalmente, a resposta das urnas indicou que o povo está alerta e vereadores que abusam do “me diga de que lado estás que direi se estou contigo” não têm mais a preferência popular. Esse alerta serve para os sete neófitos naquela casa. Pautem seus mandatos pela ética, pela defesa de vossas ideologias e pelo que é melhor para o povo. Interesses particulares podem até ser resolvidos em certo momento, mas, no final pode dar o que deu e ainda dará ao ex-presidente. Fiquem atentos !

Sem querer aqui dar uma de rei Juan Carlos de Espanha, até porque de Hugo Chaves o vereador não tem nada, peço a Josineto: porque não te calas!

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  1. Parabéns Zé Dudu! ‘aquela casa – o antro da perdição’ – Igualmente grande ao seu tamanho e contratos é a voracidade de seus pixulecos-pseudo-vereadores!!!! (salvo alguns, que eu não conheço)

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