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Marabá

Presença de João Salame e Helder Barbalho em Marabá polariza discursos na Câmara Municipal

Vereadores falam de união e de colocar de lado as questões partidárias, em favor da população
Por Eleutério Gomes – de Marabá

A vinda do ex-prefeito e hoje diretor do DAB (Departamento de Ações Básicas) do Ministério da Saúde, João Salame Neto, amanhã, quinta-feira (19) a Marabá; assim como a do ministro da Integração Nacional, na sexta-feira (20), ambos do PMDB, à cidade dominou os pronunciamentos na sessão desta quarta-feira (18) na Câmara Municipal. Salame se reúne com os vereadores a fim de acertar data e detalhes de uma grande audiência pública com a presença de prefeitos e secretários de Saúde da região para expor a importância do DAB para as cidades e como chegar aos recursos. Já Helder Barbalho vem assinar convênio no valor de R$66.883.180,48, com a prefeitura para a construção de 1.320 metros de muro de arrimo ao longo da margem do Rio Itacaiúnas.

A reunião entre Salame e os vereadores está marcada para as 17h30 de amanhã, quinta, e a presença dele é tida como de “grande importância e relevância” pelo presidente da Casa, vereador Pedro Correa Lima (PTB), ressaltando que não é hora de fazer oposição política nem críticas.

Disse que o momento é de união e exemplificou contando que quando, a convite do prefeito Tião Miranda (PTB), esteve em Brasília com Helder Barbalho, para apresentar o projeto do muro de contenção, o ministro da Integração, mesmo no lado oposto ao do gestor nas questões político-partidárias, imediatamente, acatou a proposta e deu celeridade aos trâmites para que agora o convênio seja assinado.

“Isso mostra que estamos vivenciando a maturidade política”, salientou o presidente do Legislativo Municipal, que também falou da reunião com Salame e disse esse é o momento de angariar o que puder para melhorar a Atenção Básica à Saúde, sobretudo verbas de custeio, que são as mais importantes porque mantêm o sistema.

A vereadora Cristina Mutran (PMDB), que é médica, disse que é hora de extrair o máximo para o município, o que o Ministério da Saúde, por meio do DAB, puder oferecer. “Sabemos que a atenção básica em Marabá não está esse mar de rosas que se propaga, basta percorrer os postos de saúde para constatar isso”, reforçou ela, destacando a importância da vinda de Salame: “É hora de pensar grande, de abraçar os que estão trazendo benefícios”.

Irismar Melo, do PR, também chamou atenção para a importância da presença das duas autoridades federais na cidade e disse que é hora de fazer o exercício da maturidade política. Alertou que é preciso deixar de lado as divergências e se unir em torno daquilo que converge para o bem do município.

“É preciso reconhecer a atuação de todos os que estão se empenhando por Marabá, como o deputado Beto Salame, que tem sido um grande articulador, a bancada do PMDB, o secretário nacional do Ministério da Integração, Antônio de Pádua, e todos os que estao comprometidos com as causas de Marabá. É hora de acabar com a política do ódio”, afirmou Irismar.

Alécio Stringari (PSB) disse que Helder Barbalho está reconhecendo a importância do Polo Carajás, ressaltando que fazer política partidária com foco na adversidade entre as siglas é coisa ultrapassada. “É preciso avançar em muita coisa. E isso não depende de bandeira partidária, de bandeira política. Beto Salame é deputado de todos, Tião Miranda é prefeito de todos”, disse ele, argumentando que plantar a intriga e a inimizade é disparate de gente que não tem representatividade política, que “pratica politicagenzinha”. “Isso não resolve. O que resolve é todos estarmos juntos, só se tem resultados se for desse jeito”, afirmou Stringari.

Comentários ( 3 )

    1. Penso , Dudu , que a grande agenda de nosso estado não pode ser pautada apenas nos alvos de um ano eleitoral. O Pará precisa de um comando que coloque as urgências históricas de nosso povo acima dos projetos políticos pessoais. Penso que o cerne do debate e dos interesses deve ser: perpetuar o bem estar , a educação em níveis melhores , a segurança pública, a saúde de norte a sul e não apenas nomes, sobrenomes. Observo como eleitora, cidadã. É claro que ninguém precisa concordar comigo. Me manifesto pela liberdade que conquistamos a duras penas, ainda que isso gere críticas a mim. É uma posição muito particular.

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