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Marabá

Presidente da Cosanpa anuncia plano de emergência para pôr fim ao racionamento de água em Marabá em 15 dias

Cláudio Conde esteve na cidade acompanhado dos diretores de Expansão e Tecnologia e de Operações

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Durante coletiva na manhã desta sexta-feira (15), o presidente da Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará), Cláudio Conde, anunciou um plano emergencial para acabar com o racionamento de água em Marabá, devido ao nível muito baixo do Rio Tocantins. Ele anunciou a construção de uma plataforma no meio do rio, onde serão instaladas duas bombas de captação que levarão a água direto para a Estação de Tratamento. Para isso, será necessária a instalação de 1.120 metros de cabos elétricos, um transformador de energia, conexões de ferro fundido, a colocação de 133 metros de tubos, balsa, caminhão munk, escavadeira hidráulica e máquina de solda. O prazo para que as bombas estejam funcionando e o abastecimento volte ao normal é de 15 dias.

O diretor de Expansão e Tecnologia da Cosanpa, Fernando Martins, explicou o que está acontecendo e levando ao racionamento. Segundo ele, a captação é feita na margem do Tocantins, onde há um poço de 20 metros de profundidade, do qual três das quatro bombas – uma é reserva – sugam 4 mil metros cúbicos de água por hora, mas, com a descida do nível, as águas já estão a apenas 35 centímetros da grade que protege a boca do poço. “Se chegar na borda, vai ficar no mesmo nível do poço”, alerta ele, justificando o racionamento e a execução de um plano emergencial.

Conde, que esteve acompanhado também do diretor de Operações, Antônio Crisóstomo, explicou que o nível do Rio Tocantins vem baixando demais de 2015 para cá, um período hidrológico desfavorável registrado somente há mais de 40 anos, no início dos anos 1970.

Disse que tem conversado com a direção da ANA (Agência Nacional de Águas) a respeito das seis hidrelétricas de grande porte hoje instaladas ao longo do Rio Tocantins, reduzindo a vazante útil do curso d’água para 18% neste período de seca, solicitando que essas usinas, pelo menos nessa época, não represem as águas.

“Existe uma perspectiva ainda mais negativa. Na hidrologia trabalhamos com três cenários: pessimista, central e otimista. No pessimista, o sistema atual para e fica só o emergencial. Essa é a pior condição”, alertou Conde, explicando que dia a dia o rio está baixando e ainda vai ter de 30 a 60 dias de depressionamento.

Questionado sobre o motivo de a Cosanpa, sabendo do comportamento do Rio Tocantins nos últimos três anos, não ter preparado com antecipação um plano de emergência, Cláudio Conde disse que, num histórico de 20 anos, nunca teve problema, mas em 2017 o rio demonstrou que a afluência pode piorar. “Demonstrou que temos de adotar nova premissa de planejamento. Pegar outra captação para garantir o abastecimento. Demonstrou que deve haver uma mudança de parâmetro de planejamento”, admitiu.

Indagado sobre que se os milhares de consumidores que ficaram sem uma gota de água nas torneiras por aproximadamente 10 dias, terão algum tipo de indenização ou de compensação, Conde disse que a Cosanpa também teve perdas, mas que o único pensamento agora é acabar com o racionamento e concluiu dizendo que não há legislação que determine qualquer tipo de compensação nesse caso.

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