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Polícia Civil do Pará

Preso suspeito do assassinato de advogada em São Félix do Xingu (Atualizada)

No momento ele está sendo interrogado pelo delegado Lenildo Mendes. Logo mais, notícias atualizadas sobre o caso

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O delegado Lenildo Mendes dos Santos, da Superintendência Regional de Polícia Civil do Alto Xingu e a equipe comandada pelo delegado Pedro Henrique Alves Costa, acabam de prender o indivíduo Kenny Müller Barbosa, suspeito de ter matado a advogada e fazendeira Dilamar Martins da Silva. O corpo dela foi encontrado carbonizado, na tarde de ontem, domingo (24), em sua propriedade, a 50 quilômetros da sede de São Félix do Xingu.

Kenny seria empregado da fazenda e neste momento está sendo ouvido pelo delegado. Ele foi preso após buscas na região pela equipe de Lenildo Mendes, autodenominada de “Equipe Caveira”.

Dilamar estava desaparecida desde quarta-feira (20) e o que sobrou do corpo dela foi encontrado queimado em pneus, dentro da área da fazenda de propriedade da advogada. Ela já estaria aposentada da profissão de advogada, nunca advogou no Pará e o registro dela é de Goiás. Dilamar Martins da Silva morava só e ultimamente tratava apenas da propriedade.

Atualização às 11h10 – Informações da Polícia Civil do Pará

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta segunda-feira, 25, Kenny Muller Barbosa Neves, de 18 anos, autor confesso do assassinato da advogada e fazendeira Dilamar Martins da Silva. Ele foi preso por uma equipe de policiais civis no momento em que tentava fugir do município de São Félix do Xingu, sudeste do Estado. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em depoimento, o preso confessou o crime, alegando que matou a vítima porque ela estaria lhe “perseguindo”, colocando veneno em sua comida, e também não teria pagado pelos seus serviços prestados como diarista na fazenda de propriedade da vítima.

Dilamar tinha registro de advogada da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás, mas não atuava como advogada havia mais de dez anos, e morava em São Félix do Xingu, onde era proprietária de fazendas. As investigações sobre o crime iniciaram ainda no domingo, dia 24, logo após a Polícia Civil tomar conhecimento do assassinato de Dilamar Martins da Silva. O corpo dela foi encontrado, ontem de tarde, por volta de 14 horas, por um trabalhador da fazenda. Estava totalmente carbonizado, dentro do terreno da fazenda de propriedade da vítima, de nome Maringá, a 50 metros da casa da vítima na propriedade rural. A fazenda fica a 60 quilômetros da sede do município. De imediato, o nome do suspeito, até então identificado como Wendell, chegou ao conhecimento da equipe de policiais civis, sob coordenação do delegado Lenildo Mendes, da Superintendência da Polícia Civil do Alto Xingu, em São Félix do Xingu, responsável pela investigação.

Segundo o delegado Pedro Andrade, titular da Superintendência, a vítima foi morta na quarta-feira passada e, no dia seguinte, o corpo teria sido queimado, segundo relatos já ouvidos nas investigações. As primeiras informações obtidas no curso das investigações foram de que o crime teria sido resultado de um desentendimento com a vítima. O acusado trabalhava para a vítima prestando serviços gerais de limpeza e manutenção da fazenda. Na quinta-feira passada, um dia após o crime, ele foi embora da fazenda sem falar com ninguém. No domingo, 24, o suspeito foi visto no município. O corpo foi removido para o Centro de Perícias Científicas de Marabá para ser periciado. No local do crime, foi apreendido o objeto que teria sido usado no crime, uma enxada usada para capinar o terreno da fazenda. A ferramenta foi levada para passar por perícia.

Durante as investigações, a equipe de policiais civis conseguiu informações sobre o paradeiro de Kenny Muller, que, nesta segunda-feira, foi localizado na beira do rio Xingu, no momento em que iria pegar um barco para fugir da cidade com destino a outra propriedade rural, para se esconder até “baixar a poeira”. Apresentado na Delegacia do município, o acusado apresenta visíveis sinais de transtornos mentais. Ao delegado Lenildo Mendes, o preso alegou que a vítima estaria lhe “perseguindo” não lhe deixando ir embora da fazenda. Ainda, em depoimento, Kenny alegou que a fazendeira estaria lhe envenenando. Ele também afirma que não teria recebido o pagamento pelos seus serviços prestados na fazenda Maringá. Assim, resolveu premeditar o crime. Na quarta-feira passada, resolveu matar a vítima a golpes de enxada e facão pelo corpo. Em seguida, arrastou o corpo cerca de 50 metros dentro do terreno, onde queimou o corpo, usando pneus. Ainda, conforme o delegado Pedro Andrade, o acusado agiu sozinho e fugiu sem nada levar da casa da vítima. Após a autuação, o preso vai ficar recolhido no município à disposição da Justiça.

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  1. Sinto muito que Deus tenha misericórdia da alma dela pois era muito especial de boa índole e muito trabalhadora . que seja feita justiça estou chocada quanta brutalidade pois se não tava satisfeito fosse embora deixasse ela em paz e que fosse procurar seus direitos .não tirar a vida de uma pessoa que não fazia mal pra ninguém e vivia de seu trabalho. Tinha eu grande admiração por vê uma mulher tão disposta. Meus sentimentos a familia nessa tão grande dor. Conceição P e silva

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