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Tribunal do Júri

São Domingos do Araguaia: julgamento da mãe e do padrasto da menina Maria Eduarda entra no segundo dia

Assassinato da garota, de 10 anos, em novembro de 2015, causou comoção e revolta na população da cidade e região

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Em São Domingos do Araguaia, entrou, nesta quarta-feira (21), no segundo dia o julgamento, pelo Tribunal do Júri, do casal Maria Rodrigues Félix e José Soares de Oliveira. Apesar de negarem, desde o primeiro momento em que foram presos, eles são acusados pelo assassinato da menina Maria Eduarda Félix Lourenço, na época com 10 anos de idade. Maria é mãe da garota e José, padrasto. O crime ocorreu em 21 de novembro de 2015.

O casal está sendo defendido por quatro advogados: Arnaldo Ramos, Marcel Afonso, Plínio Turiel e Wandergleisson Fernandes.

Na acusação estão os promotores de Justiça Francisca Suênia Fernandes Sá e Samuel Furtado Sobral.

O juiz Luciano Mendes Scaliza preside o júri do rumoroso caso.

Nesta tarde ocorrem os debates entre defesa e acusação, etapa que deve entrar pela noite. Em fase anterior foram ouvidas 16 testemunhas, entre as que acusam e as que defendem Maria Félix e José Soares. Os advogados do casal sustentam a tese de que a mãe e o padrasto não teriam motivos para matar Maria Eduarda, “pois a amavam muito”.

Já a acusação se baseia em provas colhidas durante a fase de inquérito policial, quando os investigadores chegaram à conclusão de que a menina foi mesmo morta pelo casal. Na época, a Polícia Civil pediu a prisão de Maria e José, acusando-os de estarem dificultando e interferindo nas investigações. Após isso, os dois desapareceram de São Domingos, sendo presos depois preventivamente.

O caso

No dia 21 de novembro de 2015, Maria Eduarda saiu de casa cedo para comprar pão num comércio próximo, mas não voltou. Dois dias depois, o corpo dela foi encontrado num matagal, em um loteamento do Bairro Novo São Luís. Estava de bruços, seminua com parte do corpo queimado e com muitos cortes. As investigações apontaram para a mãe e para o padrasto de Maria Eduarda como os autores do assassinato, cometido por asfixia, como apontou o laudo necroscópico do IML. A morte da menina causou grande comoção em São Domingos e na região, assim como revolta na população, após o caso ter sido divulgado nos meios de Comunicação.

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