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Polícia

Polícias Civil e Militar prendem dupla que estava sondando bancos para assalto

A operação se desenrolou na tarde e noite de sábado (7). Um terceiro assaltante, envolvido no ataque à Prosegur, em 2016, foi assassinado e teve o corpo queimado e ocultado pelo comparsa

Uma operação em conjunto das Polícias Civil e Militar, desencadeada na tarde de ontem (7) em São Domingos do Araguaia, culminou com a prisão, em flagrante, de Jackson dos Santos Oliveira, 23 anos, conhecido como “Neguinho”, pelos crimes de posse ilegal de armas de fogo – três pistolas, duas calibre 380 e uma ponto 40) – e munições de uso restrito, além de posse de explosivos e tráfico de drogas. Também, foram apreendidos, em poder “Neguinho”, aproximadamente 400 gramas de cocaína, tipo óxi (mistura da pasta base da coca com algum combustível, como querosene, gasolina ou ácido sulfúrico e cal virgem).

As informações são do delegado Marcelo Delgado Dias, superintendente de Polícia Civil do Sudeste do Pará, que, na companhia do coronel Mauro Sérgio Marques da Silva, chefe do Comando de Policiamento Regional II, da Polícia Militar, esteve à frente das operações, as quais contaram equipes comandadas pelo capitão Torres e pelo tenente Mourão.

Segundo apuraram as investigações que fundamentaram a operação policial, Jackson “Neguinho” era integrante de uma quadrilha de assalto a bancos e de roubos de camionetas nesta região. Um dos comparsas dele era Marcos Alberto Santana de Oliveira, conhecido também como “Rafael” ou “Cabeça”, assaltante de banco condenado há mais de 23 anos de prisão, foragido do Sistema Penal do Tocantins e que teria participado do ataque armado à Prosegur, em 5 de setembro de 2016, em Marabá.

A polícia apurou ainda que Marcos “Cabeça” e Jackson “Neguinho” estavam juntos na região havia aproximadamente dois meses, fazendo levantamentos de agências bancárias que pudessem ser alvo de assaltos pela quadrilha da qual faziam parte. Porém, para conseguir dinheiro a fim de se manterem, roubavam carros e praticavam outros crimes na região.

Ocorre que, por motivos que ainda não esclarecidos, Jackson “Neguinho” matou Marcos “Cabeça” ou “Rafael” e ocultou o cadáver a fim de dificultar a identificação e descoberta de autoria pela polícia. Após ter sido preso, ele indicou o local de mata nas proximidades do loteamento Delta Park, em Marabá, onde teria matado, ateado fogo e ocultado o cadáver de “Cabeça”.

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O Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” esteve no local e recolheu os restos mortais para realização de necropsia, a fim de comprovar a materialidade do crime de homicídio.

Já em Marabá, após indicação dada por Jackson “Neguinho” as polícias Civil e Militar prenderam, em flagrante, Israel Araújo de Oliveira, pelo crime de posse ilegal de armas de fogo e munições de uso restrito. Na casa em que ele estava foram aprendidas duas espingardas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 44, além de diversas munições dos mesmos calibre.

“As investigações pela Polícia Judiciária Civil continuam a fim de tentar descobrir o motivo do crime de homicídio e sua possível coautoria, além de outros crimes praticados na região”, afirma o delegado Marcelo.

Em Abel, PM prende e Civil solta trio de suspeitos por não haver mandado de prisão contra eles

Também ontem (7), em Abel Figueiredo, por volta de 1h da madrugada foram presos pela Polícia Militar Nicolas Sousa Duarte, suspeito de participação em assalto na agência dos Correios em Canaã dos Carajás; Jacson Breno Xavier Leite, que responde a processo por tráfico de entorpecentes; e Pablo de Oliveira Feliciano, também com passagens pela Justiça por tráfico.

Com o trio foram aprendidas as motocicletas Honda Pop, branca, placa OTZ-2250, Honda Pop Preta, placa OTI-2250; e Honda CG Titan 160cc, sem placa, chassi número 9C2KC2210HR503550.

Todos os envolvidos foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil daquela cidade, mas, posteriormente, foram liberados pelo investigador de prenome Paulo, por ordem do delegado, cujo nome não foi informado, por não haver nenhum mandado de prisão contra eles. As motocicletas, no entanto, ficaram apreendidas por estarem sem documentação.

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