Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Justiça

Vale e Conselho Municipal de Política Cultural discutem construção do Centro cultural

A Vale foi convidada pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais de Parauapebas (CMPC) para discutir duas pautas que já perduram alguns anos. A primeira foi sobre a construção do Centro Cultural da cidade e a segunda sobre as formas de fomento às culturas do município.

A mineradora foi sentenciada pela justiça a construir o Centro Cultural por causa de questões trabalhistas. Devido aos seguidos atrasos na obra do Centro, a Vale já foi multada em R$ 3 milhões, pagos em juízo ao Ministério Público do Trabalho.

Após a condenação, a Vale assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) se comprometendo em entregar o Centro Cultural até 2017. O Centro, que deveria ter sido concluído em dezembro do ano passado, deve contar com teatro e foyer com capacidade para 200 pessoas, dois camarins individuais, dois camarins coletivos para 40 pessoas, sala de dança, sala de música, sala de audiovisual e biblioteca com acervo de dois mil títulos.

Foi marcada para o próximo dia 18 uma visita técnica para que o Conselho acompanhe pessoalmente o andamento da obra, localizada no Bairro Alvorá (próximo ao Shopping).

Já está sendo discutida, junto com a Justiça do Trabalho, a forma de gestão do Centro quando este for entregue à comunidade. “Que seja uma gestão colegiada. Que a Vale compartilhe juntamente com o Conselho e os outros órgãos de cultura do município”, sugere o presidente do CMPC, Girlan Pereira.

Independente da forma de gestão, o Ministério Público do Trabalho determinou que a Vale seja a responsável por manter financeiramente o Centro Cultural durante cinco anos.

O presidente do Conselho comenta que já está havendo avanços nos diálogos com a mineradora. “As últimas vezes que nós nos encontramos com a Vale foi nas audiências da justiça e hoje estamos conversando de forma amigável”, diz.

O primeiro secretário do Conselho, Ivan Oliveira, destaca que a luta pela construção do Centro começou em 2010. “O papel do Conselho é continuar fiscalizando a construção desse espaço e dar esse feedback para a sociedade”, conclui Ivan.

Deixe uma resposta