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Vale obtém Licença de Operação para Ramal Ferroviário do Projeto S11D

Projeto da ferrovia foi pensado para garantir a menor interferência na Floresta Nacional de Carajás. Apenas três dos seus 101 quilômetros de extensão passam pela unidade de conservação

A Vale informa que obteve na quarta­feira, dia 14, a Licença de Operação (LO) para o Ramal Ferroviário do Projeto de Ferro S11D, expedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A licença, com validade de 10 anos, foi emitida após o órgão ambiental verificar o cumprimento das ações e medidas de controle ambiental executadas pelo projeto durante a Licença de Implantação (LI).

Com 101 quilômetros de extensão, o ramal é uma obra fundamental dentro da logística ferroviária do projeto. Por ele, será escoado o minério de ferro produzido na mina, localizada em Canaã dos Carajás (PA), até a Estrada de Ferro Carajás (EFC), em Parauapebas (PA), de onde o produto seguirá para o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). Para o líder executivo do Ramal Ferroviário do S11D, Plinio Tocchetto, a emissão do documento é um marco extremamente importante para o projeto. “Esta licença demonstra todo o empenho da equipe do ramal para entregar uma ferrovia com alta qualidade operacional”, reforçou.

O ramal ferroviário integra o Programa S11D, que inclui ainda a duplicação da EFC e a ampliação portuária de Ponta da Madeira. Todo o empreendimento, que inclui obras de construção de mina, usina e logística ferroviária e portuária no Maranhão e no Pará, está com 79% de suas obras físicas finalizadas. O avanço físico da mina e da usina já ultrapassou 90%, enquanto da parte logística alcançou 70%. Os investimentos totais são de US$ 14,3 bilhões – US$ 6,4 bi aplicados na implantação da mina e da usina e US$ 7,9 bi, referentes às obras de logística e portuária.

As obras do Ramal Ferroviário do Projeto S11D foram iniciadas em fevereiro de 2014 e incluíram a construção de túneis, pontes e viadutos, que tinham como objetivo garantir a menor interferência possível na Floresta Nacional de Carajás (Flonaca). A maior parte do traçado do ramal foi construída em áreas de pastagem, adquiridas por meio de negociação com os proprietários. Do total dos 101 quilômetros, apenas três quilômetros passam pela Flonaca. Neste trecho, foram adotadas soluções de engenharia que tornarão possível a circulação da fauna durante períodos de cheia. Além disso, por toda extensão, foram instaladas 32 passagens para permitir a circulação de animais silvestres em área de floresta. As travessias incluem até passagens para primatas.

O ramal conta com quatro túneis, os primeiros a compor a logística de transporte norte da Vale, com extensão entre 500 e 985 metros. Na construção dos túneis foram usados robôs com braços mecanizados capazes de aplicar concreto a partir de comando remoto. Com a tecnologia de ponta pioneira em obras na região, foi possível reduzir os tempos de concretagem, garantindo maior produtividade e segurança para os trabalhadores das obras.

Investimentos Sociais

A Vale tem contribuído de diversas formas para o desenvolvimento de Parauapebas e Canaã dos Carajás. Como parte dos investimentos sociais, está a ampliação de ofertas de serviços e de empregos, criadas com o empreendimento.  Foram gerados aproximadamente cinco mil postos de trabalho no pico das obras. Deste total, mais de 85% foram preenchidos por mão de obra da região.

A Vale investiu R$ 23 milhões na ampliação da rodovia Faruk Salmen, que contribuiu para melhorar o fluxo rodoviário da região e garantiu maior segurança aos seus usuários. Foram destinados ainda R$ 20 milhões a projetos de melhoria da educação e ações de fomento à geração de emprego e renda para as comunidades situadas na área de influência do projeto.

Estratégico

O projeto S11D é o maior da história da Vale. Ao lado de novas minas em operação, no Pará, e de projetos de expansão em Minas Gerais, o S11D permitirá à Vale aumentar a sua competitividade no mercado internacional nos próximos anos. O minério de ferro extraído na mina é de altíssima qualidade e tem baixo custo de produção. Essa vantagem competitiva permitirá à empresa aumentar a blendagem (mistura), em portos no exterior, do minério de S11D com os que são produzidos nos chamados sistemas Sul e Sudeste, em Minas Gerais, de teor de ferro mais baixo, trazendo melhoria na precificação do produto final.

 

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