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Vendedores removidos da Getúlio Vargas apelam para voltar à avenida

Eles dizem estarem amargando prejuízos na Praça Duque de Caxias. Prefeitura responde que objetivo não foi prejudicar os comerciantes.

Por Eleutério Gomes – de Marabá       

Cerca de 100 comerciantes que mantinham barracas na Avenida Getúlio Vargas, no Centro Comercial da Velha Marabá, e que há duas semanas foram deslocados para a Praça Duque de Caxias, estiveram nesta terça-feira (19) na Câmara Municipal a fim de pedir apoio aos vereadores. São vendedores de roupas, bijuterias, artigos importados, calçados, eletroeletrônicos, frutas, temperos, lanches e refeições, entre outros, que dizem terem sido prejudicados porque não estão vendendo quase nada e já amargam grandes prejuízos.

A feira ficava nas margens da Avenida Antônio Maia, principal via de acesso do Centro Comercial, onde há bancos lojas, pontos de ônibus, táxi e mototáxis e, evidentemente, grande fluxo de pessoas. Mas, a praça, apesar de ficar a cerca de 100 metros adiante, não tem o mesmo movimento, o que, segundo os vendedores, fez com que as vendas caíssem bruscamente.

A vice-presidente do Sindicato dos Vendedores Ambulantes e Feiras do Município de Marabá, Lucineide Souza Oliveira, fez um apelo dramático ao dizer que só os vereadores podem ajudar esses comerciantes, os quais, segundo ela, estão ali há cerca de 40 anos e só têm a feira como meio de vida.

Eles foram retirados às vésperas do desfile cívico-militar de Sete de Setembro, com a promessa do Departamento de Posturas da prefeitura de que voltariam três dias depois. Porém, contam que não foi o que aconteceu, pois foram avisados de que teriam de ficar na praça até que a administração municipal encontrasse outro lugar onde possam trabalhar.

Ela pede que os comerciantes retornem à Avenida Getúlio Vargas imediatamente, até que o novo local seja encontrado e preparado. E apela ao prefeito Tião Miranda para que “se compadeça” deles. “Somos seres humanos”, disse, argumentando que os vendedores temem não poder pagar suas dívidas para com os fornecedores.

“Tem colegas que normalmente vendiam R$ 300,00 por dia e agora estão vendendo apenas R$ 50,00. São pessoas que têm filhos em faculdades particulares, pagam prestações, pagam casa. E os vendedores de comida? Muitos não estão vendendo nada, voltando para casa com prejuízo, pois comida estraga e não se pode vender no outro dia”, lamentou Lucineide.

O comerciante Júlio Reis também discursou e apelou pela ajuda dos vereadores: “Necessitamos da feira”, disse ele, afirmando que todos trabalham arduamente ali, chova ou faça sol, clamando em seguida: “Se compadeçam de nós. Agora é Deus no céu e vocês na terra”.

Logo depois se sucederam na tribuna os vereadores Ilker Morais, Priscilla Veloso, Marcelo Alves, Badeco do Gerson, Irismar Melo, Cabo Rodrigo e Pastor Ronisteu. Todos se colocando ao lado dos vendedores e com discursos veementes, condenando a forma como eles foram retirados e defendendo o retorno à Avenida Getúlio Vargas até que se tenha uma solução de novo espaço.

O vereador Ray Athie disse que já havia conversado com o prefeito Tião Miranda acerca do assunto e o gestor informou que uma área está sendo negociada para abrigar os vendedores.

O vereador Nonato Dourado afirmou que já havia acertado a ida de uma comissão até o prefeito, na próxima semana, para que o assunto fosse debatido e uma solução encontrada. Imediatamente, foi aparteado pelo vereador Ilker Morais, o qual disse que uma semana era muito para a reunião com o gestor municipal, pois situação exige uma solução urgente.

Minutos depois de desocupar a tribuna, Nonato Dourado pediu a palavra e comunicou que o prefeito irá receber uma comissão de vereadores nesta quarta-feira (20), às 11 horas.

Tanto a vereadora Cristina Mutran quanto os colegas Gilson Dias, Miguel Gomes Filho e Pedro Correa Lima, presidente do Legislativo, defenderam que o diálogo, em vez do enfrentamento, é o melhor caminho para resolver qualquer questão.

Outro lado

Procurada pelo Blog, a Prefeitura de Marabá, em Nota de Esclarecimento, afirma que “em função de revitalização da Avenida Getúlio Vargas, os ambulantes daquela localidade foram transferidos para a Praça Duque de Caxias em caráter provisório. A prefeitura ainda estuda um local definitivo para que estes ambulantes possam, após regularização de funcionamento, serem realocados definitivamente”.

A prefeitura – segue a nota – ressalta que o objetivo desta mudança em nenhum momento foi o de prejudicar o trabalho de quem quer que seja, mas sim de ordenar os espaços da cidade para melhoria do tráfego e comodidade dos cidadãos, conforme o Código de Postura do Município.

“A gestão informa que está empenhada na busca por este novo espaço e que conta com o apoio da comissão de ambulantes neste processo de reacomodação”, finaliza.

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  1. Não pagam nenhum imposto pelas mercadorias que vendem, não pagam IPTU, ALVARÁ nem nada.. eles precisam encontrar outro meio de vida, ou então alugarem pontos comerciais e fazerem igual todo mundo que quer crescer faz.

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