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Meio Ambiente

Parque Nacional dos Campos Ferruginosos é criado em Parauapebas e Canaã dos Carajás

A partir de agora, as ações previstas pelo órgão ambiental poderão começar a ser desenvolvidas no Parque, que conta com uma área de aproximadamente 80 mil hectares.

O Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, em Parauapebas e Canaã dos Carajás, foi instituído na segunda-feira (5), a partir da assinatura de decreto presidencial. Este era o último passo que faltava para concluir o processo de criação do Parque, iniciado ainda em 2013 pelo ICMbio, e que faz parte das condicionantes impostas pelo IBAMA à Vale para obtenção de licença de operação do Projeto S11D. Em novembro do ano passado, o Conselho da Floresta de Carajás aprovou simbolicamente a criação do Parque, conforme publicado pelo Blog.

A partir de agora, as ações previstas pelo órgão ambiental poderão começar a ser desenvolvidas no Parque, que conta com uma área de aproximadamente 80 mil hectares. De acordo com o Chefe Substituto da Flona Carajás, Marcel Regis Moreira, os primeiros passos no sentido de proporcionar a proteção da área serão: levantamento do uso do solo; início de diálogo com os moradores do entorno; desenvolvimento de projetos sustentáveis para essas comunidades, em parceria com a Vale e prefeituras de Parauapebas e Canaã dos Carajás.

“O ICMbio desenvolve diversos trabalhos com as comunidades próximas de Unidades de Conservação. Um bom exemplo são os trabalhos realizados na Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado e na Reserva Biológica Tapirapé. Quando essas comunidades estão em boas condições, inclusive financeiras, elas ajudam na preservação dos recursos naturais”, afirma Marcel Regis.

De acordo com o Decreto, a criação do Parque tem os seguintes objetivos: proteger a diversidade biológica das Serras da Bocaina, do Tarzan e suas paisagens naturais e valores abióticos associados; garantir a perenidade dos serviços ecossistêmicos; garantir a proteção do patrimônio espeleológico de formação ferrífera e da vegetação de campos rupestres ferruginosos; contribuir para a estabilidade ambiental da região onde se insere; proporcionar o desenvolvimento de atividades de recreação em contato com a natureza e do turismo ecológico.

Visita ao Parque

O ICMbio realizou uma visita aos principais pontos da área do Parque, no sábado (3). O grupo participante contou com representantes das comunidades do entorno, autoridades de Parauapebas e Canaã, além da imprensa local.

“A visita foi muito satisfatória, um dos pontos que mais chamou minha atenção foi uma construção, no meio da selva.  Lá daria um ótimo hotel ou pousada para turistas”, disse Lemoel Gonçalves de Souza, idealizador de uma cooperativa de turismo que está se estruturando com moradores da Vila Cedere, uma das localidades próxima ao Parque.

Campos Ferruginosos já nasce com boas chances de visitação

Conforme publicação do Portal do ICMbio, o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos abrange os municípios de Canaã de Carajás (82,9%) e Parauapebas (17,1%), e fica colado à Floresta Nacional (Flona) de Carajás. Ele já nasce com potencial de 200 mil visitantes, ou seja, a população de Parauapebas e região que costuma frequentar a área de uso público da Flona, incorporada ao parque.

A região é coberta por florestas e, principalmente, por savanas conhecidas como vegetação de canga ou campos rupestres ferruginosos, tipo raro de ecossistema associado aos afloramentos rochosos ricos em ferro. O local é repleto de ambientes aquáticos, com cachoeiras boas para banho, e cavernas. Abriga espécies da fauna e flora endêmicas (só existentes no local) e ameaçadas de extinção.

A preocupação do Instituto Chico Mendes, a partir de agora, é dotar a unidade de toda a estrutura necessária para garantir a conservação desses singulares ecossistemas em sintonia com as atividades de visitação, recreação na natureza e turismo ecológico, próprias dos parques nacionais. Para isso, contará com o apoio da mineradora Vale conforme Licença de Instalação (LI) 947 do Ibama e termo de compromisso assinado entre a empresa e o ICMBio.

“Nosso maior desafio é conviver com a área externa à Floresta Nacional de Carajás neste momento inicial de implementação do parque, que prevê desapropriações, instalação de estruturas, reconhecimento dos limites. A gente (o ICMBio) já tem apoio da Vale para conseguir estabelecer essa unidade de conservação”, disse Paulo Carneiro, diretor de Criação e Manejo do ICMBio, ao lembrar a importância das parcerias na gestão e consolidação das UCs. (Com informações do Portal do ICMbio)

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